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	<title>SubMundo Java &#187; java</title>
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	<description>Um pouco de tudo, mas tecnologia acima de tudo!</description>
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		<title>Gerenciamento de memória e Garbage Collector com HotSpot da Sun</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 17:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulo.sales</dc:creator>
				<category><![CDATA[analise de desempenho]]></category>
		<category><![CDATA[garbage collector]]></category>
		<category><![CDATA[java]]></category>
		<category><![CDATA[desempenho]]></category>
		<category><![CDATA[jvm]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>

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    O que me motivou a escrever este post foi a leitura do capítulo 3.2 do livro Arquitetura e Design de Software e do post Avaliação de Desempenho de Sistemas &#8211; Parte 1. Meu objetivo é explicar resumidamente o funcionamento do gerenciamento de memória e das características do Garbage Collector na Java [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
    O que me motivou a escrever este post foi a leitura do <a href="http://www.arquiteturajava.com.br/livro/gerenciamento-de-memoria-e-garbage-collector.pdf">capítulo 3.2 do livro Arquitetura e Design de Software</a> e do post <a href="http://submundojava.com.br/wordpress/2010/04/18/avaliacao-desempenho-sistemas/">Avaliação de Desempenho de Sistemas &#8211; Parte 1</a>. Meu objetivo é explicar resumidamente o funcionamento do <a href="http://java.sun.com/j2se/reference/whitepapers/memorymanagement_whitepaper.pdf">gerenciamento de memória</a> e das características do <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;ved=0CAYQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.guj.com.br%2Farticle.show.logic%3Fid%3D28&amp;rct=j&amp;q=garbage+collector+java&amp;ei=JtzNS_CYJonY9ATuleSrDw&amp;usg=AFQjCNGEDeKXAaHpEF0xAGuHnxlt6UU7Ww">Garbage Collector</a> na <a href="http://java.sun.com/products/hotspot/docs/whitepaper/Java_HotSpot_WP_Final_4_30_01.html">Java HotSpot Virtual Machine</a>, implementação da JVM da Sun.
</p>
<h2>Como é Dividida a Memória</h2>
<p>
    Sabemos que o gerenciamento automático de memória é uma tarefa complicada e custosa para o desempenho da aplicação, portanto, existem alguns algorítmos que realizam essa tarefa. O algorítmo padrão usado pela JVM da Sun é chamado de <a href="http://java.sun.com/products/hotspot/docs/whitepaper/Java_HotSpot_WP_Final_4_30_01.html#pgfId=1082262">generational copying</a> que realiza esse gerenciamento dividindo a memória 3 partes copiando os objetos entre as partes comforme necessário.
</p>
<p><a href="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/java_mem_parts.jpg"><img src="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/java_mem_parts.jpg" alt="" title="java_mem_parts" width="500" height="161" class="alignnone size-full wp-image-148" /></a></p>
<ul>
<li><b>Young Generation:</b> É menor espaço de memória do Heap e armazena os objetos de ciclo de vida curto. Todo objeto instânciado é primeiramente armazenado nesta parte. Normalmente o tamanho inicial é de 2.2 MB.</li>
<li><b>Old Generation:</b> É a parte maior destinada aos objetos considerados maduros ou aqueles que tem um ciclo de vida maior.</li>
<li><b>PermGen:</b> É o espaço de memória fora do Heap destinado a objetos internos da JVM como objetos Method, Class, Pool de Strings, etc.</li>
</ul>
<p><img></p>
<p>
    A idéia do algorítmo é coletar os objetos inutilizados somente na Young Generation, sempre que esta memória estiver esgotada. Por ser o menor espaço de memória o desempenho é muito maior. O espeço destinado para a Young generation é pequeno e dividido em 3 partes, uma parte chamada de <i>eden</i> e outras duas partes chamadas de <i>survivor</i>, todo objeto instanciado é colocado no eden e a cada passagem do Garbage Collector por este espaço de memória os objetos sobreviventes são copiados para os survivor spaces. Este processo acontece algumas vezes até o objeto se tornar maduro o suficiente para ser copiado para a Old Generation que é conhecida como <i>ternured</i> pela Sun.
</p>
<p>
    O espeço de memória Old Generation também é analisado pelo Garbage Collector, mas com menos intensidade. Esta varredura é chamada de Full GC e é considerada muito custosa para o desempenho da aplicação por isso, por padrão, não é frequente a varredura do Garbage Collector na Old Generation. Apesar do espaço de memória PermGen não pertencer ao Heap este espaço também é coletado durante o Full GC.
</p>
<p>
    Portanto, assim o algorítmo do Garbage Collector coleta os objetos inutilizados e copia os objetos que ainda estão sendo referênciados para os espaços survivor até serem duradouros o suficiente para serem copiados para a Old Generation. Neste processo de limpeza e cópia acaba criando lacunas no espaço de memória que são eliminadas pela compactação dos objetos realizada pelo Garbage Collector. Essa compactação organiza os os objetos novamente em memória a cada Full GC.
</p>
<h2>Opções da JVM</h2>
<p>
    O espaço de memória destinado a armazenar os objetos de uma aplicação se chama Heap e este espaço pode ser controlado pelas opções -Xms e -Xmx da JVM. A opção -Xms especifica o tamanho inicial do Heap e a opção -Xmx o tamanho máximo do Heap, inicialmente o Heap pode ter um tamanho de memória que pode ser expandido até o tamanho máximo caso seja necessário. Se as duas opções tiverem o mesmo valor indica que o Heap não pode ser remanejado. Segue um exemplo de configuração do Heap com tamanho inicial de 64MB e tamanho máximo de 128MB:
</p>
<p><code><br />
    java -Xms64m -Xmx128m Main<br />
</code></p>
<p>
    Além das opções de configuração do Heap temos a opções de configurar o tamanho máximo do PermGen usando a opção <i>-XX:MaxPermSize=</i>. Esta opção é útil para contornar os erros de <i>OutOfMemoryError</i> acusando fim do PermGen space. Segue um exeplo de configuração do PermGen com tamanho máximo de 256MB:
</p>
<p><code><br />
    java -XX:MaxPermSize=256m Main<br />
</code></p>
<p>
    Existem algumas opções avançadas como -XX:MinHeapFreeRatio, -XX:MaxHeapFreeRatio e -XX:NewRatio que são muito importantes para aumentarmos a performance de uma aplicação seguindo as características da aplicação e do Hardware que ela será instalada. Como a JVM reajusta a memória Heap conforme a necessidade temos um percentual de aumento e diminuição desta memória, o valor dete percentual pode ser especificado pelos parâmetros -XX:MinHeapFreeRatio e -XX:MaxHeapFreeRatio. Segue um exemplo de configuração com um mínimo de 40% do Heap liberado e um máximo de 70% do Heap liberado:
</p>
<p><code><br />
    java -XX:MinHeapFreeRatio=40 -XX:MaxHeapFreeRatio=70 Main<br />
</code></p>
<p>
    A opção -XX:NewRatio especifica uma proporção entre os espeços de memória no Heap, entre a Young Generation e a Old Generation. Normalmente esta opção é setada com o valor 2 que diz que a proporção da Young Generation em relação a Old Generation é de 1:2. Segue um exemplo de configuração de uma Old Generation 3 vezes maior que a Young Generation:
</p>
<p><code><br />
    java -XX:NewRatio=3 Main<br />
</code></p>
<p>
    São inúmeras as opções de configuração de como o gerenciamento de memória e o Garbage Collector podem se comportar, essas e mais opções podem ser analisadas neste <a href="http://java.sun.com/javase/technologies/hotspot/vmoptions.jsp">link</a>.
</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>
    Neste post eu demonstrei como é o gerenciamento padrão e o algorítmo padrão do Garbage Collector do Java HotSpot Virtual Machine da Sun e demonstrei algumas opções de parâmetros que podem ser passados para a JVM visando melhorar o desempenho da aplicação. Não quis me aprofundar muito só gostaria de passar um pouco o quanto é essencial e fital para uma aplicação crítica uma boa análise e configuração de desempenho na JVM que ela será executada. Em outro post pretendo aplicar algumas configurações em um aplicativo mostrando na prática o quanto pode ser vantajoso conhecer a JVM. Espero que tenham gostado e deixem seus comentários! =D</p>
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		<item>
		<title>Avaliação de desempenho de sistemas &#8211; parte 1</title>
		<link>http://submundojava.com.br/wordpress/2010/04/18/avaliacao-desempenho-sistemas/</link>
		<comments>http://submundojava.com.br/wordpress/2010/04/18/avaliacao-desempenho-sistemas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 23:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[analise de desempenho]]></category>
		<category><![CDATA[garbage collector]]></category>
		<category><![CDATA[gc]]></category>
		<category><![CDATA[gcviewer]]></category>
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		<category><![CDATA[vazamento de memória]]></category>

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		<description><![CDATA[A análise de desempenho consiste em identificar e mensurar as atividades de um sistema durante um determinado intervalo de tempo, a fim de estabelecer um plano de aumento de performance. O resultado desta análise é a compilação de uma lista de ações contendo o ganho, a prioridade e o impacto no sistema. Desta forma, pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span id="internal-source-marker_0.9085238836705685">A análise de desempenho consiste em identificar e mensurar as atividades de um sistema durante um determinado intervalo de tempo, a fim de estabelecer um plano de aumento de performance. O resultado desta análise é a compilação de uma lista de ações contendo o ganho, a prioridade e o impacto no sistema. Desta forma, pode ser decidido a ordem em que serão tomadas as ações. </span><span>Na plataforma Java são muitos os aspectos que podem comprometer o desempenho de um sistema, entre eles:</p>
<p></span></div>
<div>
<p><strong>Dimensionamento do pool de conexões</strong><span> &#8211; se, por exemplo,  um banco de dados tiver um limite de 100 conexões e você possuir 3 aplicações com pools de 100 conexões (300 conexões ao total) você pode ter alguma requisição aguardando uma conexão ser liberada pelo pool, ocasionando lentidão no sistema. </span><br />
<strong></strong></p>
<p><strong>PreparedStatements</strong><span> &#8211; </span><span>Normalmente uma conexão tem uma relação de “um pra um” com um PreparedStatement, entretanto, a criação deste objeto pode ser custoso. Em servidores de aplicações modernos é possível “cachear” PreparedStatements. Para cada conexão é criado um cache, tornando as consultas ao banco de dados mais veloz. É possível configurar o tamanho do cache de PreparedStatements o que pode impactar na velocidade do sistema para baixo ou para cima.</span></p>
<p><strong>Gerenciamento de memória</strong><span> &#8211; </span><span>Embora a JVM possua um mecanismo eficiente de coleta de lixo, um bug na aplicação pode fazer com que o coletor de lixo (garbage collector) não identifique os objetos que devem ser excluídos da memória, resultando em um fenômeno conhecido como vazamento de memória (leak memory) e consequentemente em OutOfMemoryError.</span></p>
<p><strong>Outros</strong> &#8211; Outros fatores envolvendo e/ou não a plataforma Java podem ocasionar lentidão em seu sistema como CPU, Run Queue, I/O, Network Throughput e etc.</p>
<p><strong>Por onde iniciar</strong></p>
<p><span>É muito comum iniciar uma análise de desempenho “atacando” os gargalos. Em Java, um dos problemas mais comuns esta justamente no gerenciamento de memória, ocasinado pela sua aplicação ou por um framework de terceiro. Muitas vezes apenas a atualização de um framework pode garantir um ganho enorme de performance. Neste primeiro POST, irei abordar uma das maneiras de analisar a heap de uma aplicação Java, tendo como foco a identificação de vazamento de memória.<br />
</span></p>
<p><strong>Entendendo a coleta de lixo</strong></p>
<p><span>De uma maneira bem simples, um objeto é elegível a ser coletado pelo mecanismo de coleta de lixo quando nenhum outro objeto da heap o referencia. Desta forma, se criamos uma aplicação cujo a soma de número de objetos instanciados (em bytes) é maior que o tamanho configurado da heap, então acontece OutOfMemoryError. É muito comum isto acontecer em relatórios cujo o número de registros apresentados ao usuário é muito grande e em funcionalidades stateful. É justamente nesta parte do sistema que devemos suspeitar em um primeiro momento.</span></p>
<p><strong>Identificando “O” vazamento de memória</strong></p>
<p><span>Muitas vezes nós, desenvolvedores, não temos a noção (embora devessemos) de qual funcionalidade é mais utilizada do sistema e para sistemas com muitas funcionalidades fica ainda mais difícil saber por onde começar, desta forma, uma maneira eficiente de identificar vazamento de memória é no sistema em produção.</span></p>
<p><span>A maneira mais simples de identificar um vazamento de memória é através de <a title="JMX" href="http://java.sun.com/javase/technologies/core/mntr-mgmt/javamanagement/" target="_blank">JMX</a>, entretanto, para que isto funcione é necessário que <a title="JMX" href="http://java.sun.com/javase/technologies/core/mntr-mgmt/javamanagement/" target="_blank">JMX</a> esteja ativado no servidor, o que pode ser incomum (ou apenas não permitir conexão remota). A maneira que irei demonstrar a seguir, consiste em utilizar do log do garbage collector para obter um gráfico similar ao obtido pelo <a title="jconsole" href="http://java.sun.com/developer/technicalArticles/J2SE/jconsole.html" target="_blank">jconsole</a>, pois é muito mais simples você convencer ao administrador a ativar o log do que o suporte a <a title="JMX" href="http://java.sun.com/javase/technologies/core/mntr-mgmt/javamanagement/" target="_blank">JMX</a> (ou conexão remota via <a title="JMX" href="http://java.sun.com/javase/technologies/core/mntr-mgmt/javamanagement/" target="_blank">JMX</a>).</span></p>
<p><strong>Obtendo o log do GC</strong></p>
<p><span>Para ativar o log da <a title="JVM Sun Hotspot" href="http://java.sun.com/javase/technologies/hotspot/" target="_blank">JVM (Sun Hostpot)</a> passe os seguintes parâmetros ao inicia-la:</span></p>
<p><span>-verbose:gc </span><br />
<span>-Xloggc:PATH_TO_LOG_FILE</span></p>
<p><strong>Exemplo: </strong></p>
<p><span>java -Xms16M -Xmx16M -verbose:gc -Xloggc:/logs/gc.log -jar leak-memory.jar</span></p>
<p><strong>O que significa:</strong></p>
<p><span>Execute o programa leak-memory.jar com tamanho inicial e total de 16M (-Xms16M e Xmx16M), ative o log do GC (-verborse:gc) e grave no arquivo /logs/gc.log (-Xloggc:gc.log)</span></p>
<p><span>O arquivo /logs/gc.log deve conter algo como:</span></p>
<p><span>9.317: [GC 4160K-&gt;1491K(15744K), 0.0190010 secs]</span><br />
<span>27.595: [GC 5651K-&gt;5302K(15744K), 0.0467940 secs]</span><br />
<span>34.715: [GC 9462K-&gt;9182K(15744K), 0.0414860 secs]</span><br />
<span>34.757: [Full GC 9182K-&gt;9177K(15744K), 0.0700270 secs]</span></p>
<p><strong>Exemplo prático</strong></p>
<p><span>Observe a imagem abaixo:</span></p>
<div id="attachment_124" class="wp-caption alignnone" style="width: 281px"><a title="Leak memory" href="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/programa.png" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-124" title="Leak Memory" src="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/programa.png" alt="Leak Memory" width="271" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Leak Memory</p></div>
<p><span>Para analisarmos o log do GC, criei uma aplicação Swing que instância um número determinado de objetos User e adiciona a uma collection (List, atributo da classe Main), estes objetos estão sempre sendo referenciados, desta forma, nenhum deles será coletado pelo coletor de lixo.</span></p>
<p><strong><span>DICA:</span></strong></p>
<p><span>Configure o programa para instanciar 1000 objetos User e clique no botão GO! a cada 10 segundos, depois de mais ou menos 5 minutos acontecerá o OutOfMemoryError indicado pela seguinte mensagem:</span></p>
<p><span>Exception in thread &#8220;AWT-EventQueue-0&#8243; java.lang.OutOfMemoryError: Java heap space</span></p>
<p><strong><span>Obtendo o gráfico da heap</span></strong></p>
<p><span>Para obtermos o gráfico da memória da JVM utilizaremos o gc.log gerado. Você pode parsear o arquivo e transforma-lo em um CSV criando o gráfico através de um programa de planilha como o excel, mas pra agilizar o processo, iremos utilizar o programa <a title="gcviewer" href="http://www.tagtraum.com/gcviewer.html" target="_blank">gcviewer</a>. </span></p>
<p><span>Utilizando o <a title="gcviewer" href="http://www.tagtraum.com/gcviewer.html" target="_blank">gcviewer</a>, abra o arquivo gc.log (obtido pela experiência proposta acima) e será apresentado um gráfico como este:</span></p>
<div id="attachment_125" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a title="gcviewer" href="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/gcviewer.png" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-125" title="gcviewer" src="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/gcviewer-300x152.png" alt="gcviewer" width="300" height="152" /></a><p class="wp-caption-text">gcviewer</p></div>
<p><span>No <a title="gcviewer" href="http://www.tagtraum.com/gcviewer.html" target="_blank">gcviewer</a> desabilite todas as opções (menu view) deixando apenas Data Panel, Full GC Lines e Used Heap.</span></p>
<p><span>Em degradê (vermelho pra branco) temos o tamanho total da heap (~16 MB), a linha horizontal azul representa o tamanho em bytes usado na heap pela aplicação e as linhas verticais pretas representam o momento que foi efetuado o Full GC. </span></p>
<p><span>É possível identificar que nesta aplicação existe um vazamento de memória devido ao used heap space sempre crescer e nunca diminuir (o que seria desejável em uma aplicação saudável). Ou seja, em uma aplicação normal, quando é executado o GC a parte utilizada da heap deveria diminuir, ou seja, a linha deveria descer. Perceba que mesmo ao ser executado o full GC a linha não desce, o que é totalmente compreensível pois estamos referenciando todos os objetos que criamos. Além disso, um pouco antes de ocorrer o OutOfMemoryError muitos full GCs acontecem o que faz com que a aplicação fique muito lenta. </span></p>
<p><strong><span>Identificando “ONDE ESTÁ” o vazamento de memória</span></strong></p>
<p><span>Existem muitas maneiras de descobrir onde está o vazamento de memória. Irei descrever duas maneiras de se obter um dump para podermos analisar os objetos da heap.</span></p>
<p><strong><span>Heap dump on OutOfMemoryError</span></strong><span> &#8211; Através de um parâmetro da <a title="JVM Sun Hotspot" href="http://java.sun.com/javase/technologies/hotspot/" target="_blank">JVM</a> um arquivo de dump com a extensão .hprof será criado no diretório em que foi executado o programa, quando ocorrer um OutOfMemoryError.</span></p>
<p><strong><span>Exemplo:</span></strong></p>
<p><span>java -XX:+HeapDumpOnOutOfMemoryError -Xms16M -Xmx16M -verbose:gc -Xloggc:/logs/gc.log -jar leak-memory.jar</span></p>
<p><strong><span>Heap shot</span></strong><span> &#8211; Consiste em tirar um shot da heap com o programa em execução.</span></p>
<p><span>Para tanto, precisamos saber qual o PID do processo Java que queremos obter o dump, usaremos então o <a title="jps" href="http://java.sun.com/j2se/1.5.0/docs/tooldocs/share/jps.html" target="_blank">jps</a> para obter o PID e o <a title="jmap" href="http://java.sun.com/j2se/1.5.0/docs/tooldocs/share/jmap.html" target="_blank">jmap</a> para obter o dump (ambos já vem com a <a title="JVM Sun Hotspot" href="http://java.sun.com/javase/technologies/hotspot/" target="_blank">JVM</a>):</span></p>
<p><span>henrique@henrique-ubuntu:/logs$ jps</span><br />
<span>12594 Jps</span><br />
<span>12577 jar</span><br />
<span>10857 gcviewer-1.29.jar</span><br />
<span>10363 Main</span></p>
<p><span>No caso, Main é a classe principal do leak-memory.jar. Para obtermos o dump deste programa executamos:</span></p>
<p><span>jmap -F -dump:format=b,file=dump.hprof 10363</span></p>
<p><span>Após obtermos o dump (de qualquer uma das maneiras descritas acima) podemos carregar um relatório que nos possibilitará enxergarmos o que está acontecendo dentro da heap. Para tanto, utilizaremos uma outra ferramenta da JDK chamada <a title="jhat" href="http://java.sun.com/javase/6/docs/technotes/tools/share/jhat.html" target="_blank">jhat</a>.</span></p>
<p><span>OBS: Após obtermos o dump é desejável retirá-lo de produção para um máquina local.</span></p>
<p><span>henrique@henrique-ubuntu:~/dev/workspace/netbeans/leak-memory/dist$ jhat java_pid12635.hprof</span><br />
<span>Reading from java_pid12635.hprof&#8230;</span><br />
<span>Dump file created Sun Apr 18 19:00:44 BRT 2010</span><br />
<span>Snapshot read, resolving&#8230;</span><br />
<span>Resolving 755646 objects&#8230;</span><br />
<span>Chasing references, expect 151 dots&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span><br />
<span>Eliminating duplicate references&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</span><br />
<span>Snapshot resolved.</span><br />
<span>Started HTTP server on port 7000</span><br />
<span>Server is ready.</span></p>
<p><span>Conforme descrito na saída do programa, um HTTP server é criado na porta 7000, desta forma basta acessarmos http://localhost:7000 e obtemos o relatório desejado, conforme demonstra a figura abaixo:</span></p>
<div id="attachment_126" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a title="jhat" href="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/jhat.png" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-126" title="jhat" src="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/jhat-300x142.png" alt="jhat" width="300" height="142" /></a><p class="wp-caption-text">jhat</p></div>
<p><span>Conforme é possível observar na imagem acima, todas as classes usadas no programa leak-memory.jar que não fazem parte da <a title="JVM Sun Hotspot" href="http://java.sun.com/javase/technologies/hotspot/" target="_blank">JVM</a> são apresentadas e existem várias maneiras de encontrarmos a informação necessária. O que estamos procurando é um número grande de instâncias de uma mesma classe, desta forma ao clicar no link “Heap Histogram” será apresentada uma tela conforme demonstra a imagem a seguir:</span></p>
<div id="attachment_127" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a title="jhat histogram" href="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/histogram.png" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-127" title="histogram" src="http://submundojava.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/histogram-300x168.png" alt="histogram" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">histogram</p></div>
<p><span>Se navegarmos um pouco sobre esta tela descobrimos que:</span></p>
<p><span>Existem 359770 da classe java.util.LinkedList$Entry (cujo tamanho é 20 bytes)</span><br />
<span>Existem 359756 da classe br.com.submundojava.User (cujo tamanho é 16 bytes)</span></p>
<p><span>Ou seja, calculando o valor total destes objetos obtemos o seguinte resultado:</span></p>
<p><span>(359770 * 20) + (359756 * 16) = 12951496 (~12.3 MB)</span></p>
<p><span>Considerando que o número muito próximo de Entry e User deduzimos que Entry contém User. Além disso, o tamanho da <a title="JVM Sun Hotspot" href="http://java.sun.com/javase/technologies/hotspot/" target="_blank">JVM</a> é de ~16 MB, o que significa que estas duas classes possuem instâncias que ocupam cerca de 80% da memória o que nos indica um forte candidato a ser o culpado pelo OutOfMemoryError.</span></p>
<p>OBS: Os valores aqui descritos são aproximados, nas minhas contas o tamanho em bytes das instâncias de User bateram exatamente com o programa <a title="eclipse memory analyzer" href="http://www.eclipse.org/mat/" target="_blank">eclipse memory analyzer</a> (citado no final), entretanto, o valor em bytes das instâncias de Entry foram apenas parecidos.</p>
<p><strong><span>Próximos passos</span></strong></p>
<p><span>Existem muitas maneiras (talvez mais fáceis e inteligentes do que esta) para encontrarmos gargalos na memória. Além disso, as ferramentas <a title="jmap" href="http://java.sun.com/j2se/1.5.0/docs/tooldocs/share/jmap.html" target="_blank">jmap</a> e <a title="jhat" href="http://java.sun.com/javase/6/docs/technotes/tools/share/jhat.html" target="_blank">jhat</a> possuem vários outros recurso, recomendo um estudo mais profundo das mesmas.</span><br />
<span>No exemplo citado nest POST fica óbvio onde encontrar o problema e posso garantir que no mundo real a “coisa” não é tão simples assim. Além disso, existem ferramentas mais modernas do que o <a title="jhat" href="http://java.sun.com/javase/6/docs/technotes/tools/share/jhat.html" target="_blank">jhat</a>, como é o caso do <a title="eclipse memory analyzer" href="www.eclipse.org/mat/" target="_blank">eclipse memory analyzer</a> que possui recursos maravilhosos que indicam onde pode ser encontrado um possível vazamento de memória.</span></p>
<p><strong><span>Conclusão</span></strong></p>
<p><span>O que foi apresentado neste POST é uma maneira criativa de se obter informações sobre a heap de um sistema em produção, esta técnica já foi utilizada muitas vezes e solucionou diversos problemas. Espero ter contribuido com as horas de sono de algum leitor.</span></p>
<p><strong>Arquivos e Referências</strong></p>
<p><a title="leak memory " href="http://www.submundojava.com.br/henrique/leak-memory.jar">leak-memory.jar</a> &#8211; Usado para efetuar os testes.</p>
<p><a title="tunning garbage collector" href="http://java.sun.com/docs/hotspot/gc5.0/gc_tuning_5.html" target="_blank">Tuning Garbage Collection with the 5.0 Java[tm] Virtual Machine</a> &#8211; O título já diz tudo<a title="tunning garbage collector" href="http://java.sun.com/docs/hotspot/gc5.0/gc_tuning_5.html" target="_blank"><br />
</a></p>
<p><a title="arquitetura java" href="http://www.arquiteturajava.com.br/" target="_blank">http://www.arquiteturajava.com.br/</a> &#8211; Capítulo 3.2, Gerenciar memória não é simples</p>
<p><a title="Java performance tunning" href="http://www.javaperformancetuning.com/" target="_blank">http://www.javaperformancetuning.com/</a> &#8211; Alguns artigos bem antigos mas ainda válidos</p>
<p><span>Forte abraço e aguardo seus comentários.</span></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://submundojava.com.br/wordpress/2010/04/18/avaliacao-desempenho-sistemas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Injetando Repositorios em entidades de maneira transparente com Spring</title>
		<link>http://submundojava.com.br/wordpress/2010/04/04/injetando-repositorios-em-entidades-com-spring/</link>
		<comments>http://submundojava.com.br/wordpress/2010/04/04/injetando-repositorios-em-entidades-com-spring/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 01:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[domain driven design]]></category>
		<category><![CDATA[java]]></category>
		<category><![CDATA[ddd]]></category>
		<category><![CDATA[maven 2]]></category>
		<category><![CDATA[repository]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://submundojava.com.br/wordpress/?p=100</guid>
		<description><![CDATA[Tenho conversado com alguns amigos sobre os projetos que tenho participado no emprego novo e uma das dúvidas que surge é como utilizar repositórios em entidades, para tornar o domínio um pouco mais rico.
Obviamente, este POST não tem o intuito de levantar nenhuma discussão sobre como você deve tratar sua camada de persistência e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho conversado com alguns amigos sobre os projetos que tenho participado no emprego novo e uma das dúvidas que surge é como utilizar repositórios em entidades, para tornar o domínio um pouco mais rico.</p>
<p>Obviamente, este POST não tem o intuito de levantar nenhuma discussão sobre como você deve tratar sua camada de persistência e o seu domínio, mas sim, mostrar como é possível injetar repositórios dentro de entidades de maneira transparente usando Spring.</p>
<p>Para saber mais a respeito do conceito por trás desta solução, leia este <a href="http://blog.caelum.com.br/2007/06/09/repository-seu-modelo-mais-orientado-a-objeto/" target="_blank">POST</a></p>
<p><strong>O problema</strong></p>
<p>Ao recuperar uma entidade (user, por exemplo) de um repositório, as dependências desta entidade devem ser injetadas manualmente dentro do método find.</p>
<p><strong>Exemplo:</strong></p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="java" style="font-family:monospace;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> User findById<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #003399;">Long</span> id<span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #009900;">&#123;</span>
    User user <span style="color: #339933;">=</span> entityManager.<span style="color: #006633;">find</span><span style="color: #009900;">&#40;</span>User.<span style="color: #000000; font-weight: bold;">class</span>, id<span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    user.<span style="color: #006633;">setUserRepository</span><span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #000000; font-weight: bold;">this</span><span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    user.<span style="color: #006633;">setRoleRepository</span><span style="color: #009900;">&#40;</span>...<span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    user.<span style="color: #006633;">setXXXRepository</span><span style="color: #009900;">&#40;</span>...<span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
<span style="color: #009900;">&#125;</span></pre></div></div>

<p>Você talvez queira injetar só um repositório, mas talvez não. Imagine, se ao invés de todos estes setters eu apenas usasse a annotation @ResolveDependencies no método e todas as dependências (no caso, repositórios) fossem injetadas automaticamente na entidade. Um outro problema é que a cada nova dependência (não que eu pretenda ter muitas), mais um set você tem que efetuar no método find e isso daria um pouco mais de trabalho. Além disso, muitas vezes seus repositórios já estão sendo gerenciados pelo container de injeção de dependências e você não gostaria de criar uma nova instância a cada find que efetuar.</p>
<p><strong>A solução</strong></p>
<p>A classe ApplicationContext do Spring possui recursos para resolver as dependências de um objeto não gerenciado pelo Spring. Desta forma, se a minha entidade User possuir um atributo chamado userRepository anotado pela annotation @Autowired (Spring) ou @Inject (JSR-330), através da chamada do método ctx.getAutowireCapableBeanFactory().autowireBean(user), todas as dependências serão injetadas. Onde, ctx é uma instância de ApplicationContext, user é uma instância de User e userRepository é uma instância de UserDAO gerenciada pelo Spring.</p>
<p>A seguir, as classes citadas:</p>
<p><strong>UserRepository.java</strong></p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="java" style="font-family:monospace;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">interface</span> UserRepository <span style="color: #009900;">&#123;</span>
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> User findById<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #003399;">Long</span> id<span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000066; font-weight: bold;">void</span> save<span style="color: #009900;">&#40;</span>User user<span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
<span style="color: #009900;">&#125;</span></pre></div></div>

<p><strong>UserDAO.java</strong></p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="java" style="font-family:monospace;">@Named<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #0000ff;">&quot;userRepository&quot;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span>
<span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">class</span> UserDAO <span style="color: #000000; font-weight: bold;">implements</span> UserRepository <span style="color: #009900;">&#123;</span>
&nbsp;
    @Override
    @ResolveDependencies
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> User findById<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #003399;">Long</span> id<span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #009900;">&#123;</span>
        <span style="color: #000000; font-weight: bold;">return</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">new</span> User<span style="color: #009900;">&#40;</span>id<span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    <span style="color: #009900;">&#125;</span>
&nbsp;
    @Override
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000066; font-weight: bold;">void</span> save<span style="color: #009900;">&#40;</span>User user<span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #009900;">&#123;</span>
        <span style="color: #003399;">System</span>.<span style="color: #006633;">out</span>.<span style="color: #006633;">println</span><span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #0000ff;">&quot;salvando user id=[&quot;</span> <span style="color: #339933;">+</span> user.<span style="color: #006633;">getId</span><span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #339933;">+</span> <span style="color: #0000ff;">&quot;]&quot;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    <span style="color: #009900;">&#125;</span>
&nbsp;
<span style="color: #009900;">&#125;</span></pre></div></div>

<p>A classe UserDAO, foi anotada pela annotation @Named que faz parte da JSR-330 (Dependency Injection) suportada pelo Spring, o parâmetro passado (userRepository) é a String que identifica o DAO dentro do container de injeção de dependência (no caso, Spring). Toda classe anotada por esta anotação, será gerenciada pelo Spring.</p>
<p>O método save, simplemente imprime uma mensagem com o id do user.</p>
<p>O método findById, foi anotado pela a annotation @ResolveDependencies, que utilizaremos para indicar que a entidade retornada por este método deve ter todas as suas dependências resolvidas (injetadas).</p>
<p><strong>A mágica</strong></p>
<p>Como foi dito anteriormente, o Spring tem condições de resolver dependências de objetos não gerenciados pelo mesmo, desta forma, utilizaremos este recurso para o exemplo acima:</p>
<p><strong>SpringUtils.java</strong></p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="java" style="font-family:monospace;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">abstract</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">class</span> SpringUtils <span style="color: #009900;">&#123;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">static</span> <span style="color: #000066; font-weight: bold;">void</span> autowire<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #003399;">Object</span> obj, ApplicationContext ctx<span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #009900;">&#123;</span>
       ctx.<span style="color: #006633;">getAutowireCapableBeanFactory</span><span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span>.<span style="color: #006633;">autowireBean</span><span style="color: #009900;">&#40;</span>obj<span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    <span style="color: #009900;">&#125;</span>
&nbsp;
<span style="color: #009900;">&#125;</span></pre></div></div>

<p>Esta classe abstrata possui um método chamado autowire que, simplesmente, injeta as dependências (contidas no container, no caso, ApplicationContext) em um dado objeto (obj).</p>
<p>Para juntarmos tudo, utilizaremos AOP para interceptarmos os métodos anotados por @ResolveDependencies e, através da classe SpringUtils, resolvermos as dependências do objeto de retorno, conforme demostra a classe a seguir:</p>
<p><strong>DetachedSpringBeanDependencyResolver.java</strong></p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="java" style="font-family:monospace;">@Aspect
@Named
<span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">class</span> DetachedSpringBeanDependencyResolver <span style="color: #009900;">&#123;</span>
&nbsp;
    @Inject
    @Named<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #0000ff;">&quot;applicationContext&quot;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span>
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">private</span> ApplicationContext applicationContext<span style="color: #339933;">;</span>
&nbsp;
    @AfterReturning<span style="color: #009900;">&#40;</span>value<span style="color: #339933;">=</span><span style="color: #0000ff;">&quot;@annotation(br.com.submundojava.ResolveDependencies)&quot;</span>, returning<span style="color: #339933;">=</span><span style="color: #0000ff;">&quot;retVal&quot;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span>
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000066; font-weight: bold;">void</span> resolve<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #003399;">Object</span> retVal<span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">throws</span> <span style="color: #003399;">Throwable</span> <span style="color: #009900;">&#123;</span>
&nbsp;
        <span style="color: #000000; font-weight: bold;">if</span><span style="color: #009900;">&#40;</span>retVal <span style="color: #339933;">!=</span> <span style="color: #000066; font-weight: bold;">null</span><span style="color: #009900;">&#41;</span>
            SpringUtils.<span style="color: #006633;">autowire</span><span style="color: #009900;">&#40;</span>retVal, applicationContext<span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #009900;">&#125;</span>
&nbsp;
<span style="color: #009900;">&#125;</span></pre></div></div>

<p>Aqui complica um pouco, mas é bem simples:</p>
<p><strong>@Aspect</strong>, sucintamente informa que esta classe utilizará AOP.</p>
<p><strong>@Named</strong>, um objeto gerenciado pelo Spring.</p>
<p><strong>@Inject + @Named(&#8221;applicationContext&#8221;)</strong>, como esta classe também será gerenciada pelo Spring e no próprio Spring existe uma instância de ApplicationContext (obtida pelo nome applicationContext) podemos então injetar o applicationContext dentro do aspecto, pois o SpringUtils precisa do applicationContext para obter as instâncias que serão injetadas no objeto retornado.</p>
<p><strong>@AfterReturning</strong>, indica que após o retorno do método anotado pela annotation @ResolveDependencies e antes de retornar ao cliente, o aplicativo deverá passar pelo método resolve.</p>
<p><strong>Método resolve(retVal)</strong>, acho que fica óbvio que retVal é o valor retornado pelo método anotado por @ResolveDependencies. No caso o retorno é uma instância de User.</p>
<p><strong>SpringUtils.autowire</strong>, resolve todas as dependências contidas em applicationContext, do objeto retornado.</p>
<p>Para finalizar, a entidade User, a anotação @ResolveDependencies e o application-context.xml</p>
<p><strong>User.java</strong></p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="java" style="font-family:monospace;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">class</span> User <span style="color: #009900;">&#123;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">private</span> <span style="color: #003399;">Long</span> id<span style="color: #339933;">;</span>
&nbsp;
    @Inject
    @Named<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #0000ff;">&quot;userRepository&quot;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span>
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">private</span> UserRepository userRepository<span style="color: #339933;">;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> User<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #003399;">Long</span> id<span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #009900;">&#123;</span>
        <span style="color: #000000; font-weight: bold;">this</span>.<span style="color: #006633;">id</span> <span style="color: #339933;">=</span> id<span style="color: #339933;">;</span>
    <span style="color: #009900;">&#125;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #003399;">Long</span> getId<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #009900;">&#123;</span>
        <span style="color: #000000; font-weight: bold;">return</span> id<span style="color: #339933;">;</span>
    <span style="color: #009900;">&#125;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000066; font-weight: bold;">void</span> save<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #009900;">&#123;</span>
&nbsp;
        <span style="color: #000000; font-weight: bold;">if</span><span style="color: #009900;">&#40;</span>userRepository <span style="color: #339933;">==</span> <span style="color: #000066; font-weight: bold;">null</span><span style="color: #009900;">&#41;</span>
            <span style="color: #000000; font-weight: bold;">throw</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">new</span> <span style="color: #003399;">IllegalStateException</span><span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #0000ff;">&quot;userRepository == null&quot;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
&nbsp;
        userRepository.<span style="color: #006633;">save</span><span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #000000; font-weight: bold;">this</span><span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #009900;">&#125;</span>
&nbsp;
<span style="color: #009900;">&#125;</span></pre></div></div>

<p><strong>ResolveDependencies.java</strong></p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="java" style="font-family:monospace;">@Retention<span style="color: #009900;">&#40;</span>RetentionPolicy.<span style="color: #006633;">RUNTIME</span><span style="color: #009900;">&#41;</span>
@Target<span style="color: #009900;">&#40;</span>ElementType.<span style="color: #006633;">METHOD</span><span style="color: #009900;">&#41;</span>
<span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> @<span style="color: #000000; font-weight: bold;">interface</span> ResolveDependencies <span style="color: #009900;">&#123;</span>
<span style="color: #009900;">&#125;</span></pre></div></div>

<p><strong>application-context.xml</strong></p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="xml" style="font-family:monospace;"><span style="color: #009900;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">&lt;?xml</span> <span style="color: #000066;">version</span>=<span style="color: #ff0000;">&quot;1.0&quot;</span> <span style="color: #000066;">encoding</span>=<span style="color: #ff0000;">&quot;UTF-8&quot;</span><span style="color: #000000; font-weight: bold;">?&gt;</span></span>
<span style="color: #009900;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">&lt;beans</span> <span style="color: #000066;">xmlns</span>=<span style="color: #ff0000;">&quot;http://www.springframework.org/schema/beans&quot;</span></span>
<span style="color: #009900;"><span style="color: #000066;">xmlns:xsi</span>=<span style="color: #ff0000;">&quot;http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance&quot;</span></span>
<span style="color: #009900;"><span style="color: #000066;">xmlns:context</span>=<span style="color: #ff0000;">&quot;http://www.springframework.org/schema/context&quot;</span></span>
<span style="color: #009900;"><span style="color: #000066;">xmlns:aop</span>=<span style="color: #ff0000;">&quot;http://www.springframework.org/schema/aop&quot;</span></span>
<span style="color: #009900;"><span style="color: #000066;">xsi:schemaLocation</span>=<span style="color: #ff0000;">&quot;http://www.springframework.org/schema/aop </span>
<span style="color: #009900;">http://www.springframework.org/schema/aop/spring-aop-3.0.xsd</span>
<span style="color: #009900;">http://www.springframework.org/schema/beans </span>
<span style="color: #009900;">http://www.springframework.org/schema/beans/spring-beans-3.0.xsd</span>
<span style="color: #009900;">http://www.springframework.org/schema/context </span>
<span style="color: #009900;">http://www.springframework.org/schema/context/spring-context-3.0.xsd&quot;</span><span style="color: #000000; font-weight: bold;">&gt;</span></span>
&nbsp;
    <span style="color: #808080; font-style: italic;">&lt;!-- Procura por classes anotadas nos sub-pacotes do base-package --&gt;</span>
    <span style="color: #009900;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">&lt;context:component-scan</span> <span style="color: #000066;">base-package</span>=<span style="color: #ff0000;">&quot;br.com.submundojava&quot;</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">/&gt;</span></span>
&nbsp;
    <span style="color: #808080; font-style: italic;">&lt;!-- Ativa suporte a aspectos --&gt;</span>
    <span style="color: #009900;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">&lt;aop:aspectj-autoproxy</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">/&gt;</span></span>
&nbsp;
<span style="color: #009900;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">&lt;/beans<span style="color: #000000; font-weight: bold;">&gt;</span></span></span></pre></div></div>

<p><strong>Executando</strong></p>

<div class="wp_syntax"><div class="code"><pre class="java" style="font-family:monospace;"><span style="color: #000000; font-weight: bold;">public</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">static</span> <span style="color: #000066; font-weight: bold;">void</span> main<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #003399;">String</span> argz<span style="color: #009900;">&#91;</span><span style="color: #009900;">&#93;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span> <span style="color: #009900;">&#123;</span>
&nbsp;
    ApplicationContext ctx <span style="color: #339933;">=</span> <span style="color: #000000; font-weight: bold;">new</span> ClassPathXmlApplicationContext<span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #0000ff;">&quot;classpath:application-context.xml&quot;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    UserRepository repository <span style="color: #339933;">=</span> ctx.<span style="color: #006633;">getBean</span><span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #0000ff;">&quot;userRepository&quot;</span>, UserRepository.<span style="color: #000000; font-weight: bold;">class</span><span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    User user <span style="color: #339933;">=</span> repository.<span style="color: #006633;">findById</span><span style="color: #009900;">&#40;</span>1L<span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
    user.<span style="color: #006633;">save</span><span style="color: #009900;">&#40;</span><span style="color: #009900;">&#41;</span><span style="color: #339933;">;</span>
&nbsp;
<span style="color: #009900;">&#125;</span></pre></div></div>

<p>A saída deverá ser algo parecido com:</p>
<p>salvando user id=[1]</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>O que tentei demonstrar aqui é uma maneira simples de resolver dependências de objetos que não fazem parte do container de injeção de dependências. Esta abordagem está sendo utilizada atualmente nos meus projetos e tem solucionado uma porção de problemas.</p>
<p>Para ter uma melhor visualização você pode abaixar o projeto <a href="http://www.submundojava.com.br/henrique/entity-repository.zip">aqui</a>. Certifique-se de ter java 5+ e maven 2 instalados.</p>
<p>Dúvidas, críticas ou sugestões. Deixe um comentário.</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://submundojava.com.br/wordpress/2010/04/04/injetando-repositorios-em-entidades-com-spring/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fluent Regex Composer</title>
		<link>http://submundojava.com.br/wordpress/2009/07/26/fluent-regex-composer/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 20:32:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[domain driven design]]></category>
		<category><![CDATA[fluent interface]]></category>
		<category><![CDATA[java]]></category>
		<category><![CDATA[regex]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada, Martin Fowler escreveu um artigo demonstrando as práticas que ele costuma utilizar ao trabalhar com expressões regulares. Neste artigo, o senhor Fowler propõe uma maneira de separar uma expressão regular em partes menores, recompondo tal expressão posteriormente para, entre outra coisas, dar maior legibilidade ao código. Ao acabar de ler o artigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada, <a title="Martin Fowler" href="http://www.martinfowler.com/" target="_blank">Martin Fowler</a> escreveu um <a title="artigo" href="http://martinfowler.com/bliki/ComposedRegex.html" target="_blank">artigo</a> demonstrando as práticas que ele costuma utilizar ao trabalhar com expressões regulares. Neste artigo, o senhor Fowler propõe uma maneira de separar uma expressão regular em partes menores, recompondo tal expressão posteriormente para, entre outra coisas, dar maior legibilidade ao código. Ao acabar de ler o <a title="artigo" href="http://martinfowler.com/bliki/ComposedRegex.html" target="_blank">artigo</a> a primeira coisa que veio em minha cabeça foi <a title="Fluent Interface" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fluent_interface" target="_blank">Fluent Interfaces</a>. Na atualização de seu <a title="artigo" href="http://martinfowler.com/bliki/ComposedRegex.html" target="_blank">artigo</a>, Martin Fowler cita este assunto (inclusive expôe sua preferência por não utilizar <a title="Fluent Interfaces" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fluent_interface" target="_blank">Fluent Interfaces</a>) e sugere uma <a title="alternativa fluente" href="http://flimflan.com/blog/ReadableRegularExpressions.aspx" target="_blank">alternativa fluente</a> criada por <a title="Joshua Flanagan" href="http://flimflan.com/blog/default.aspx" target="_blank">Joshua Flanagan</a> para C#.</p>
<p>Este post não tem como  objetivo discutir se utilizar <a title="Fluent Interfaces" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fluent_interface" target="_blank">Fluent Interfaces</a>, ou não, é a melhor maneira de resolver problemas relacionados a expressões regulares, mas sim, propor um exercício a fim de criar uma <strong>possível</strong> API fluente e, ao final do artigo, demonstrar uma pequena porção de código Java que pode solucionar alguns problemas relacionados a expressões regulares utilizando esta abordagem.</p>
<p><strong>O problema</strong></p>
<p>O grande problema de quando trabalhamos com expressões regulares é conhecer todos os recursos disponíveis (metacaracteres, quantificadores gananciosos, possessivos, relutantes, etc) para validarmos determinada String e posteriormente recuperarmos os grupos que nos interessa para aplicarmos a lógica que necessitamos. Além disso, quanto maior for a expressão mais difícil será de interpretá-la, por isso, utilizar a abordagem &#8220;<a title="Divisão e Conquista" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Divis%C3%A3o_e_conquista" target="_blank">Divisão e Conquista</a>&#8221; é uma boa prática a ser seguida.</p>
<p><strong>A solução</strong></p>
<p>Criar uma API para abstrair os recursos (metacaracteres, quantificadores, etc) e disponibilizar ao usuário, métodos mais legíveis e simples de escrever. Para chegar a este fim, me propus a analisar as expressões regulares que mais utilizo no dia-a-dia, &#8220;mapeá-las&#8221; para o português estruturado e, então, escrever uma porção de código que reflita a interpretação do português estruturado o mais fluente possível.</p>
<p><strong>Interpretando Expressões Regulares</strong></p>
<p>Analisando uma expressão regular que tem como objetivo validar se Strings representam uma data em um formato dd/mm/aaaa (em java dd/MM/yyyy), temos:</p>
<p><strong>Expressão Regular:</strong> \\d{2}/\\d{2}/\\d{4}</p>
<p><strong>Português estruturado:</strong> A String em questão: Inicia com dois dígitos (numéricos), seguido de uma barra, seguido de dois dígitos (numéricos), seguido de uma barra e finaliza com quatro dígitos (númericos).</p>
<p><strong>Código Java:</strong></p>
<pre class="prettyprint">RegexComposer composer = RegexComposer.getInstance();
composer
    .startsWith(exactly(2, digit()))
    .followedBy(exactly(1, literal("/")))
    .followedBy(exactly(2, digit()))
    .followedBy(exactly(1, literal("/")))
    .finishedWith(exactly(4, digit()));</pre>
<p>Parece bacana, mas não está ao contrário? Porque o quantificador vem antes do dígito no código Java e na expressão regular não? Pois ao interpretarmos a expressão regular em português estruturado, também passamos o quantificador a frente do dígito e é essa a diferença, pois, ao interpretarmos uma expressão como: \\d{2} nós não escrevemos &#8220;Esta expressão representa digítos (numéricos) <strong>dois</strong>&#8220;, e sim &#8220;Esta expressão representa <strong>dois</strong> dígitos (numéricos)&#8221;.</p>
<p>Este foi o meu principal questionamento quando analisei a <a title="API" href="http://flimflan.com/blog/ReadableRegularExpressions.aspx" target="_blank">API</a> do senhor <a title="Joshua Flanagan" href="http://flimflan.com/blog/default.aspx" target="_blank">Joshua Flanagan</a>, pois acredito que ao utilizarmos a abordagem fluente, devemos valorizar a maneira  como escreveríamos em uma língua (português/inglês) e não como é a sintaxe de uma determinada linguagem (de programação).</p>
<p><strong>Delimitadores</strong></p>
<p>Uma ocorrência constante (inclusive citado no <a title="artigo" href="http://martinfowler.com/bliki/ComposedRegex.html" target="_blank">artigo</a> do <a title="Martin Fowler" href="http://www.martinfowler.com/" target="_blank">Martin Fowler</a>) é a utilização de delimitadores para separarmos os dados em Strings (tokens). São exemplos disto, os arquivos CSV (valores separados por vírgula) e também a data do exemplo anterior (separados por barra &#8220;/&#8221;). Desta forma, seria conveniente se pudessemos configurar a API para interpretar delimitadores. A seguir, demostro um exemplo de como isto poderia ser feito:</p>
<p><strong>Expressão Regular:</strong> \\d{2}/\\d{2}/\\d{4}</p>
<p><strong>Português estruturado:</strong> A String em questão: Inicia com dois dígitos (numéricos), seguido de dois dígitos (numéricos), finaliza com quatro dígitos (númericos) e é delimitada por uma barra.</p>
<p><strong>Código Java:</strong></p>
<pre class="prettyprint">RegexComposer composer = RegexComposer.getInstance();
composer
    .startsWith(exactly(2, digit()))
    .followedBy(exactly(2, digit()))
    .finishedWith(exactly(4, digit()))
    .delimitedBy(exactly(1, literal("/")));</pre>
<p>Tá começando a melhorar, mas existe um recurso muito importante que deve ser considerado, os agrupamentos.</p>
<p><strong>Agrupamentos</strong></p>
<p>Os agrupamentos em Java são efetuados através inserção da expressão em parênteses, isto possibilita recuperar a String de determinado grupo uma vez que foi validado que a String se encontra no padrão requerido. A seguir demonstro uma maneira que, inicialmente, acreditei ser adequada para este fim.</p>
<p>Imagine que, após validar uma determinada data, você queira recuperar o dia, mês e ano separadamente para efetuar alguma lógica, então, teríamos algo como:</p>
<p><strong>Expressão Regular: </strong>(\\d{2})/(\\d{2})/(\\d{4})</p>
<p><strong>Português estruturado:</strong> A String em questão: Inicia com dois dígitos (numéricos) <strong>agrupados</strong>, seguido de dois dígitos (numéricos) <strong>agrupados</strong>, finaliza com quatro dígitos (númericos) <strong>agrupados</strong> e é delimitada por uma barra.</p>
<p><strong>Código Java:</strong></p>
<pre class="prettyprint">RegexComposer composer = RegexComposer.getInstance();

Pattern p = composer
                 .startsWith(exactly(2, digit()).<strong>grouped()</strong>)
                 .followedBy(exactly(2, digit())<strong>.grouped()</strong>)
                 .finishedWith(exactly(4, digit())<strong>.grouped()</strong>)
                 .delimitedBy(exactly(1, literal("/")))
                 .compile();

Matcher matcher = p.matcher("05/01/1979");

if(matcher.matches()) {

    System.out.println("Dia: " + matcher.group(1));
    System.out.println("Mes: " + matcher.group(2));
    System.out.println("Ano: " + matcher.group(3));

} else {

     System.out.println("Formato invalido");

}</pre>
<p>Legal, ao menos à primeira vista, entretanto eu ainda precisaria saber em qual grupo está o dia (matcher.group(1)), o mês (matcher.group(2)) e o ano (matcher.group(3)) e isto não é muito bacana. Creio que o ideal seria criarmos um alias para cada grupo e depois recuperarmos o número do grupo através do alias. Seria algo como <strong>.startsWith(exactly(2, digit()).grouped(usingAlias(&#8221;dia&#8221;)))</strong> e depois recuperarmos o grupo usando <strong>matcher.group(composer.getAliasGroup(&#8221;dia&#8221;))</strong>. Uma outra questão é que há outra interpretação para expressões agrupadas, por exemplo, &#8220;A String em questão: Inicia com<strong> um grupo</strong> de dois dígitos &#8230;&#8221;. Isto quer dizer que escreveriamos algo como: <strong>.startsWith(groupOf(exactly(2, digit())).usingAlias(&#8221;dia&#8221;))</strong>.</p>
<p>Embora eu considere estas opções adequadas, não escrevi nada disso ainda. No exemplo, a seguir, irei demonstrar um pouco mais de detalhes do que já implementei.</p>
<p><strong>Exemplo prático</strong></p>
<p>Utilizando o exemplo que o <a title="Martin Fowler" href="http://www.martinfowler.com/" target="_blank">Martin Fowler</a> deu em seu <a title="artigo" href="http://martinfowler.com/bliki/ComposedRegex.html" target="_blank">artigo</a>, irei validar se a String <strong>&#8220;score 400 for 2 nights at Minas Tirith Airport&#8221;</strong> se encontra no padrão correto e ,após isto, recuperar os números 400 e 2.</p>
<p><strong>Código Java:</strong></p>
<pre class="prettyprint">import br.com.submundojava.regexcomposer.RegexComposer;
import static br.com.submundojava.regexcomposer.quantifier.Quantifiers.*;
import static br.com.submundojava.regexcomposer.value.MetaCharacters.*;
import java.util.regex.Pattern;
import java.util.regex.Matcher;

/**
 *
 * @author Henrique Lima
 */
public class Test {

    public static void main(String argz[]) {

        RegexComposer composer = RegexComposer.getInstance();

        Pattern pattern = composer
                        .startsWith(exactly(1, literal("score")))
                        .followedBy(oneOrMore(digit()).grouped())
                        .followedBy(exactly(1, literal("for")))
                        .followedBy(oneOrMore(digit()).grouped())
                        .followedBy(exactly(1, literal("night")))
                        .followedBy(zeroOrOne(literal("s")))
                        .followedBy(exactly(1, literal("at")))
                        .delimitedBy(zeroOrMore(whiteSpace()))
                        .finishedWith(oneOrMore(any()))
                        .compile();

        Matcher matcher = pattern.matcher("score 400 for 2 nights at Minas Tirith Airport");

        if (matcher.matches()) {

            System.out.println(matcher.group(1));
            System.out.println(matcher.group(2));

        } else {
            System.out.println("Formato inválido");
        }

    }

}</pre>
<p>Muito simples! Veja que não utilizamos nenhum metacaracter, nenhum quantificador, agrupamos os dados necessários e ainda utilizamos um delimitador. Uma pessoa nem precisaria conhecer de expressões regulares para validar a String (embora seja desejável).</p>
<p>Perceba que novas coisas aconteceram e utilizamos <strong>import static</strong> do Java 5 para disponibilizarmos os métodos necessários à nossa classe. Além disso, utilizamos novos métodos quantificadores (não regex) que são: <strong>zeroOrMore</strong>(), para zero ou mais ocorrências (análogo a *), <strong>oneOrMore</strong>(), para uma ou mais ocorrências (análogo a +), <strong>zeroOrOne</strong>() para zero ou uma ocorrência (análogo a ?) e por final utilizamos o método <strong>compile()</strong> para obtermos um objeto do tipo <strong>java.util.regex.Pattern</strong> para podermos validar a String.</p>
<p><strong>Código fonte</strong></p>
<p>Abaixo segue o projeto que criei para efetuar este post.</p>
<p>Para netbeans: <a title="download" href="http://www.submundojava.com.br/henrique/regular-expression-composer-netbeans.zip" target="_blank">download</a><br />
Para eclipse: <a title="download" href="http://www.submundojava.com.br/henrique/regular-expression-composer-eclipse.zip" target="_blank">download</a></p>
<p><strong>Considerações Finais</strong></p>
<p>Procurei demonstrar uma maneira fluente de trabalhar com expressões regulares, abstraindo seus recursos e disponibilizando métodos de alto nível. O exemplo que escrevi ainda está muito &#8220;verde&#8221;, com nomes esquisitos para algumas classes, métodos e pacotes. Na verdade, em alguns casos, nem sei se o inglês está correto.</p>
<p>Além disso, existem muitas limitações, por exemplo, se eu quiser usar um delimitador e ao mesmo tempo validar um dos tokens com um outro RegexComposer, não é possível. Seria desejável poder aninhar RegexComposer&#8217;s para este fim. Outro detalhe é que os métodos da classe RegexComposer recebem sempre uma instância de Quantifier e deveriam receber uma instância de uma classe com um nome mais adequado, como Expression ou ExpressionGroup. Detalhes a serem resolvidos.</p>
<p>Aguardo seus comentários e quem quiser entrar em contato, meu twitter é <a title="hgflima" href="http://twitter.com/hgflima" target="_blank">hgflima</a></p>
<p>Um abraço.</p>
]]></content:encoded>
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